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Atuo onde a operação é complexa e a decisão tem consequência de caixa. Minha entrega é transformar compras, estoques, contratos e sourcing em alavanca de valor, não em centro de custo. Mais de 25 anos construídos em mineração, construção pesada, bens de capital, indústria automotiva e locação de equipamentos pesados. Liderei a estruturação de operações nacionais de Supply Chain, implantei governança, programas de Strategic Sourcing e gestão de contratos. O resultado que persigo não muda: reduzir capital empregado, ampliar prazos comerciais, proteger a continuidade e liberar caixa. Comecei operando empilhadeira. Cheguei a liderança. Esse caminho me deu o que nenhum curso ensina: entendo a cadeia do chão de fábrica à sala de decisão, e sei exatamente onde o valor se perde entre os dois. Trato Supply Chain como alavanca de crescimento e competitividade, não como função de suporte. Essa convicção guia como lidero equipes, como estruturo decisões de alçada e como conecto estratégia à execução. Em paralelo, construo atuação como Conselheiro Consultivo Certificado, apoiando empresas em governança, Supply Chain, gestão de riscos e transformação. É a extensão natural de quem passou a carreira decidindo sob pressão. Escrevo sobre tudo isso no ESC®, Executive Supply Chain Radar: minha newsletter mensal para quem decide antes da ruptura. Para falar sobre compras, estoques, operação, carreira ou conselho: [email removed]
Public LinkedIn data · Oct 2, 2026
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Esta semana recebi, com alegria, notícia de uma amiga que fiz numa viagem à China, há dois anos, a convite de um grande parceiro de negócios. Me lembrei que voltei de lá com uma pergunta que cada dia vejo mais intrigante: a dominância global da China ainda é questão de tempo ou já é questão de vontade? Em 1978, a China era um país isolado e empobrecido, saindo da Revolução Cultural. Deng Xiaoping decidiu abrir a economia, testando o mercado em zonas controladas. Shenzhen era uma vila de pescadores com 30 mil habitantes. Virou uma metrópole de 17 milhões. Vale lembrar, e poucos falam disso: os Estados Unidos tiveram participação relevante nessa abertura, com normalização diplomática, investimento e apoio à entrada da China na OMC em 2001. Foi essa história que vi de perto, décadas depois. Canteiro de obra em toda cidade. Prédio antigo caindo para dar lugar a arranha-céu novo. Ruas impecáveis, tecnologia de ponta ao lado de milhares de anos de história preservada. Fábricas com manufatura avançada de verdade, muito longe da imagem de réplica barata que eu carregava de mais jovem. Quem já foi lá mais de uma vez diz que muita coisa já não era mais a mesma entre uma ida e outra, a velocidade que imprimem é incrível! Os números sustentam o que os olhos veem. China responde por cerca de 29% de toda a manufatura mundial (quem possui manufatura de ponta, está próximo ou já produzindo produtos de qualidade). Construiu mais de 45 mil km de ferrovia de alta velocidade em duas décadas, a maior rede do planeta. Tirou 800 milhões de pessoas da pobreza extrema em 40 anos, mais de 75% de toda a redução de pobreza global no período. Não dá mais para fechar os olhos para isso. Fui esperando regime fechado. Encontrei consumo pujante e gente empreendendo em ritmo acelerado. Capitalismo, com outro nome. Não estive no interior, então falo do que vi nas cidades visitadas, não do todo. Mas em cada uma, desenvolvimento era a regra, não a exceção. Justiça seja feita: a economia chinesa também enfrenta desafio real agora, crescimento perdendo ritmo, setor imobiliário em ajuste, dívida alta. Potência nenhuma sobe em linha reta. Mesmo assim, a impressão que trouxe foi esta: talvez o que falte não seja mais construir capacidade. Seja decidir a hora de usar o que já foi construído. E se um segundo lugar na dominância global servir melhor à estratégia do que a exposição de ser primeiro? Sua empresa e seu Supply Chain lê esse movimento como oportunidade de parceria, ou como risco de dependência? Fontes: WIPO, Banco Mundial, UNDP, BTI, CSIS, MERICS. #supplychain #geopolitica #china #estrategia #negociosinternacionais
US$ 76,9 bilhões vão entrar na mineração brasileira até 2030. É o maior pipeline de investimento da série histórica desde 2014. R$ 19,7 bilhões só em Minas Gerais. A leitura óbvia é "grande oportunidade para quem vende para o setor". A leitura que importa é outra: investimento nesse volume não testa só quem vai receber o dinheiro. Testa quem vai fazer esse dinheiro virar operação, no prazo certo, com o fornecedor certo, sem travar a cadeia no meio do caminho. E isso não se resolve na hora em que o investimento chega. Se resolve agora, na estrutura que se prepara para recebê-lo. Três perguntas, para três públicos diferentes. Para quem lidera a área de Compras: sua estrutura escala, ou foi desenhada para o volume de ontem? Você tem categoria estratégica mapeada para o que vem, ou vai descobrir a categoria quando a demanda já estiver na porta? Sua base de fornecedores homologados aguenta um salto de volume sem virar gargalo? Para o profissional de Compras e Suprimentos: você domina negociação de contrato de longo prazo, gestão de risco de fornecedor único e CAPEX, ou só o ciclo transacional do dia a dia? Está estudando o que esse ciclo de investimento vai exigir, ou vai aprender correndo atrás do prejuízo? Para quem fornece para o setor: sua empresa tem capital de giro para escalar entrega sem quebrar no meio do caminho? Sua qualidade e sua capacidade produtiva aguentam o volume que está vindo, ou a oportunidade vai expor uma fragilidade que hoje ainda não apareceu porque o volume ainda é pequeno? Ciclo de investimento não é só oportunidade. É teste de preparo. E teste de preparo não se faz na hora em que a prova começa. Quem, entre esses três públicos, você acha que está menos preparado para o que vem? #mineracao #supplychain #procurement #compras #gestao
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